Domingo, 13 de Julho de 2008

Blogfather @ Optimus Alive!08

 

Acabou mais uma edição do Optimus Alive! Com um cartaz cheio de pesos pesados, o festival de Oeiras tinha à partida todas as condições para se consolidar como um dos maiores festivais nacionais. Apesar de alguns problemas logísticos certamente gerados pela inexpêriencia da equipa, o sucesso foi a nota dominante ao longo de todos os dias. Os meus parabéns à produtora.

O enorme recinto contava com excelentes condições. Meeting Point, zonas para abastecimento gratuito de água, espaços de arte e ciência, zona comercial agradável e o maior palco secundário (Metro On Stage) que já vi. Condições mais que suficientes para acolher três dias de alguma da melhor música que se faz actualmente...

 

Dia 10

 

O dia de maior enchente. Fila demorada para entrar no recinto, filas incríveis em toda a restauração, palcos sempre cheios.

No Metro On Stage os Sons of Albion tentavam animar a plateia que só reagiu quando entraram no palco os Vampire Weekend. Com o público na mão, a banda de Brooklin partiu para um concerto muito alegre e enérgico, bem característico das suas músicas.

 

 

De seguida veio a maior indecisão de todo o festival. Ver The National pela terceira vez em menos de um ano, ou MGMT, detentores de um dos álbuns do ano até agora? Decidi-me pelos últimos. Não me arrependi, apesar de nem sempre terem conseguido transportar a energia e a qualidade do álbum para o palco.

A sequência mais aguardada da noite aproximava-se. Gogol Bordello, The Hives e Rage Against the Machine são sinónimos de grandes concertos, e os três seguidos é garantia de sair do recinto de rastos. As três bandas apoiam-se muito no carisma dos seus vocalistas, que não desiludiram e tornaram a noite inesquecível.

 

Saldo do dia: algumas nódoas negras e muitos arranhões.

 

Dia 11

 

O segundo dia do festival começou com uma péssima notícia. Uma das bandas que mais queria ver, os Nouvelle Vague, tinham ficado retidos em França. Para compensar, mais quarenta minutos de John Butler que, como esperado, deixou todos de boca aberta com as suas capacidades na guitarra. Muito bem acompanhado pelo seu trio, deram um dos melhores concertos da edição deste ano, um excelente aperitivo para  o rei da noite, o senhor Bob Dylan.

 

 

Muita gente mais madura se deslocou a Algés de propósito para ver um dos ídolos da juventude. Dylan ofereceu uma mão cheia de clássicos, muitos deles com roupagens bastante diferentes, mas também uma quase indiferença pelo público. Só falou antes da última música, apresentou os músicos, e foi embora. Para mim a interacção é muito importante, e isso falhou grandemente.

 

Como a idade já não perdoa, e ainda havia mais um dia de festival, dispensei Within Temptation e Buraka Som Sistema e fui para casa descansar.

 

Dia 12

 

O dia da boa onda. Com diversos nomes associados ao surf e ao roots rock como Braddigan, Xavier Rudd, Donavon Frankenreiter e mesmo Ben Harper, a plateia estava repleta de pessoas de aspecto surfista, juntamente com muito pessoal rastafari.

Neil Young era o nome mais esperado, e ao contrário do dia anterior, não se salvaguardou no estatuto de mito e partiu para um concerto com muita garra, a mostrar que continua em forma.

 

 

Destaque para o palco Metro On Stage, onde se presenciaram excelentes concertos. Midnight Juggernauts não se intimidaram com a falha da electricidade, e mesmo dez minutos depois, voltaram com uma recepção apoteótica. Róisín Murphy com o seu carisma inconfundível e a sua camisola colante levou a tenda a abarrotar à loucura. Loucura foi o que também não faltou durante a actuação do The Gossip. A banda que já tinha tido uma excelente prestação no SBSR do ano passado, contou aqui com a plateia em completo êxtase. No final, cerca de 30 pessoas invadiram o palco(!) para cantar e dançar com Beth Ditto o hino Standing In the Way of Control.

 

 

 

No final de três dias de boa música e boa onda, o balanço é claramente positivo.

Nota negativa para os atrasos enormes em quase todos os concertos. Em 2008 isto não deveria acontecer.

 

 

Nota: como os meus dotes para a fotografia são péssimos, e a minha máquina fotográfica é no mínimo amadora, as fotos deste post são um roubo descarado da enorme Rita Carmo/Espanta Espíritos, fotógrafa da Blitz.


publicado por André às 15:14
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

A novidade já não mora aqui

 

Paredes de Coura sempre foi um festival com cartazes dos mais interessantes em Portugal, e em alguns anos até na Europa. Com nomes sonantes da cena alternativa a juntar a promessas que quase sempre se tornaram nomes grandes no futuro, sempre tive muita pena por nunca lá ter ido.

Este ano é a primeira vez em muito tempo que não sinto isso. Apesar de nomes como The Mars Volta, dEUS, Caribou (corrido para o After-Hours) ou mesmo Sex Pistols, quase todos os outros nomes me parecem soluções de recurso, apenas para fazer número, e não para acrescentar qualidade e interesse.

Num ano em que o SBSR abandonou as pretensões indie, Coura tinha todo o mercado aberto para um cartaz memorável. E falhou.


publicado por André às 23:38
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Uma semana


publicado por André às 20:26
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